O fim do “Anunciado na TV”!

  1. marketing digital

 

O fim do “Anunciado na Tv”!

As 7 razões pelas quais anunciar na TV, já não é assim tão boa ideia.

 

Ainda não há muito tempo, que o selo de “Anunciado na TV”, era exibido orgulhosamente em muitos produtos. era um sinal de qualidade, de prestigio e sinónimo de notoriedade! As empresas e marcas, faziam um esforço considerável, para apresentarem no escaparate da caixinha mágica, os seus produtos e serviços, à saciedade de todos aqueles e aquelas, que consumiam horas intermináveis em frente ao pequeno ecrã, o único, diga-se, que na altura era visualizado pela maioria das pessoas/público/clientes.

 

Mas, os tempos mudaram, hoje, já poucos de nós passam essas horas infindáveis em frente à TV, e, convenhamos, pouca publicidade consumimos. O paradigma de marketing de massas, transforma-se cada vez mais em marketing segmentado, cada vez mais ainda, marketing one-to-one. Muitos canais, e muitas outras alternativas de entretenimento.

 

Então, e dadas estas premissas, porque é que anunciar na tv, já não é assim tão bom?

  1. Antes de mais, porque comporta custos elevadíssimos, a produção de um anúncio para TV, é extremamente dispendiosa, e, apesar de haver enorme concorrência, dado o crescente número de canais, e uma menor aceitação por parte do público, de “reclames”, a opção televisão, ainda é muito cara, pois o tempo de antena, ainda é pago a peso de ouro;
  2. É muito difícil, se não impossível, medir o ROI (retorno de investimento) dos anúncios na TV, contrariamente a outros meios, que pode de forma efectiva e objectiva estabelecer a relação entre o despendido e o ganho;
  3. Acreditamos pouco naquilo que nos é dito nos anúncios, a menos que, a nossa experiência com esse produto ou serviço, seja boa, mas na maior parte dos casos, há uma etiqueta que costumamos colocar na mensagem que a publicidade transmite, são balelas, “eu uso e aquilo não é nada assim”, etc,etc,etc;
  4. Nunca, ou quase nunca, sabe quem viu os seus anúncios. Apesar de a diversificação de canais, permitir uma maior segmentação, ainda não é possível fazer uma segmentação muito efectiva, por exemplo, geografica, faixa etária, sexo, interesses, entre muitos outros. Com isso, pode estar a disparar em vários sentidos, sem que o seu tiro seja certeiro;
  5. Estamos cada vez mais imunes e desatentos às publicidades na TV, em minha opinião, por dois motivos, o primeiro, é habitual mudarmos de canal, até para ver o que “está a dar” nos outros, o famoso zapping, o que anula, desde logo, o visionamento da publicidade, e em segundo lugar, e dado que na maior parte das vezes, não temos interesse no produto, simplesmente, não o assimilamos, o nosso cérebro é perito em ignorar o que não lhe interessa, experimente falar com uma criança que está atentamente a ver um dos episódios recambolescos da Violetta, ou a jogar avidamente na sua consola, prestes a derrotar o inimigo final;
  6. A publicidade na TV, é uma comunicação unidireccional, não existe interacção entre receptor e emissor, nem tão pouco, uma troca de papeis na comunicação, ou seja, ouvimos vemos e já está, não podemos expressar a nossa opinião em tempo real, interagir, nada;
  7. Dificilmente, existe utilidade num anuncio da TV para quem o vê. À excepção de anúncios institucionais, os anúncios de marcas, geralmente, apenas falam do quão fantásticos são, e de todas as maravilhas que fazem. Não existe preocupação em criar relação com o cliente, em “dar-lhe” o que quer que seja, a abordagem é puramente comercial.

 

Com todas estas razões, continua a achar que é bom ter o “reclame na tv”? Apesar de haver muitas empresas que continuam a apostar na televisão como um canal de comunicação, pondere muito bem se será efectivo para a sua empresa esta abordagem, pode ser giro ter o famoso selo “Anunciado na TV”, mas será que lhe traz os lucros que pretende?